(…) Uma transgressão não é apenas algo que acontece por acaso. Não é (…) um impulso momentâneo ou o simples facto de estar no lugar errado com a pessoa errada. A Bíblia descreve o pecado como a vontade humana a prevalecer. É o ato de abrigar aquilo que se deseja, de alimentar o que se gosta e de praticar o que se quer. Ainda que isso desagrade a Deus.
E quando o pecado é praticado repetidamente, ele deixa de ser apenas um ato para ser uma marca. Fica gravado no coração com ponteira de ferro, como uma inscrição difícil de remover (Jeremias 17.1). Mas, então, surgem perguntas: Como apagar? Como mudar, se aquilo que a pessoa faz de mal, ela faz conscientemente? Como permitir que o erro passe a ser a sua identidade, o seu estilo de vida, por escolha própria? (…)
Há transgressões que nascem da falta de vigilância. Mas há outras que foram (…) guardadas no peito e assinadas com a frase: “Eu gosto do que penso, do que faço e não mudarei por nada.” Isso (…) é escolher viver no erro, (…) brincar com Deus (…) e perder o discernimento de que a conta chegará um dia.
Núbia Siqueira
