Quando a ansiedade nos engana
No exterior, aparentamos calma e serenidade, mas no interior reina o caos e o sofrimento
Por vezes, queremos enganar a nós mesmos, aparentando normalidade, mas a nossa mente não consegue parar, o nosso pensamento está sempre acelerado. Quando tentamos relaxar, já estamos a pensar no que poderá acontecer e, no momento de finalmente descansarmos, o nosso corpo permanece em estado constante de alerta. Embora a razão não seja sempre clara, aquela sensação contínua de peso no peito, o coração sempre acelerado e o cansaço persistente revelam-nos que nem tudo está bem em nosso interior e que a ansiedade tem sido a nossa companheira de todos os dias.
PEQUENOS DETALHES
Quando os mais ínfimos pormenores se transformam em verdadeiras tempestades emocionais, não tem mais como esconder que a ansiedade nos tem estado a mentir. Uma alteração no tom da voz do outro, um silêncio constrangedor, uma mensagem enviada que fica sem resposta, uma simples inquietação que aumenta até se tornar num medo, tudo isto nos revela a ansiedade que tem estado latente no nosso interior.
SILÊNCIO
“Às vezes, a única coisa que a alma precisa é ficar em silêncio para aquietar as preocupações. E, nesse silêncio, lembrar de algo simples e extraordinário: Deus é o nosso Deus e o nosso Pai. Quando essa verdade toma conta de nós, tudo muda. O medo perde a força. A ansiedade desfaz-se. A alma encontra descanso. Porque quem tem Pai, não precisa viver em desespero. Quem tem pai, não precisa tentar controlar tudo. Quem tem pai, pode descansar, mesmo sem entender. Então, fé também é saber parar, confiar e aquietar-se. É lembrar que o Pai cuida sempre”, aconselha a escritora Núbia Siqueira no seu blogue.
Fonte: Folha de Portugal




