Igreja Universal – Cabo Verde

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Voltando ao Passado – 11ªParte

Voltando ao Passado – 11ªParte

Nova York, sinónimo de mais aprendizagem. chaves

A Igreja em inglês estava a ir bem, mas logo veio um pastor para nos substituir e fomos para a sede.

Eu vivia a 1 hora de distância da igreja. Vivia com os meus pais novamente.
A princípio tínhamos que pegar transportes públicos para chegar à igreja. A minha mãe dava praticamente todos os dias carona (boleia) ao Júlio até ao trem.

Todos os dias preparava a marmita do Júlio para o almoço. Algumas vezes ia cedo, de manhã, com ele. E lá tratava de cuidar dele e às vezes também de preparar lanche da tarde para todos os pastores da sede. Era muito gostoso, o fato de dividirmos a comida e também de aprendermos as coisas que nos eram transmitidas.

Ali, no meio da luta do dia a dia da igreja, comecei a querer fazer algo mais para Deus, mas sinceramente não conseguia ver o que poderia ser feito. Simplesmente o fato de ir à igreja não me era suficiente, queria ser útil lá também.

Dentro do possível, servia com alegria aos servos de Deus. Mas a Obra não consiste apenas em dar de comer, mas em salvar!

E era, e ainda é esse chamado que sempre arde dentro do meu ser.

Na altura a “esposa” não trabalhava nas reuniões, trabalhava apenas ungindo, orando junto com algum grupo de oração. Mas aquilo para mim ainda não era o suficiente. Eu queria algo mais.

A minha mãe fazia algumas reuniões de esposas. E teve uma reunião que nunca me esqueço, em que ela leu algo que eu guardei a “7 chaves”.

“Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio. Não tendo ela chefe, nem oficial, nem comandante, no estio, prepara o seu pão, na sega, ajunta o seu mantimento. Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono?” Provérbios 6: 6-9

A minha mãe, através do Espírito Santo, estava a dizer que nós não poderíamos depender de ninguém, que tínhamos que considerar os nossos caminhos e sermos sábios. Não poderíamos depender de reuniões para estimular a nossa comunhão com Deus. Tínhamos que ter dependência d’Ele.

Estava a falar da comunhão que tínhamos que ter e não sermos preguiçosos para buscar isso.

Bom, eu estava à “caça”. Qual era o meu papel?

Estava a procurar entre as esposa de pastores, para de alguma maneira ter alguma dica. Buscava aliar-me ou ser amiga daquelas que tinham experiências com Deus e falavam das coisas de Deus. Algo que eu incessantemente buscava: Achar resposta de como servir melhor.

E a resposta não veio no instante. Tive que “caçar” e sempre estar aos pés de Jesus. Enquanto não veio a resposta, procurei encontrá-la ouvindo a voz de Deus.

O meu chamado não era porque agora, uma vez casada, ajudaria o meu marido para ele ser abençoado. A questão não era sermos abençoados, mas realmente sermos úteis para Deus.

A mensagem que a minha mãe transmitiu deu-me uma dica muito especial, que jamais esquecerei. Fez-me entender que se eu quisesse ser útil a Deus, teria que não depender de nenhuma reunião e de ninguém. Teria que encontrar por mim mesma. E essa busca foi boa, porque nós revelamos o que queremos quando somos insistentes naquilo que queremos alcançar.

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